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Casas espíritas ampliam a ação assistencial às comunidades carentes durante a pandemia

03 de Janeiro de 2020 às 22h30

A solidariedade social tem se tornado uma prática cada vez mais frequente na luta contra os efeitos sociais e econômicos avassaladores da pandemia de Covid-19. Conhecidas historicamente por instituições sempre voltadas à ação de assistência social, além de espiritual, as casas espíritas tem reforçado o trabalho junto às comunidades carentes fazendo chegar até essas, cestas básicas e, desta maneira, amenizar a situação de vulnerabilidade social de muitas famílias espalhadas pelo Brasil afora.

Em Campina Grande, essa ação vem sendo posto em prática por cerca de 30 instituições espíritas espalhadas pela cidade que, juntas, são responsáveis pela distribuição de centenas de cestas básicas. De acordo com a Associação Municipal de Espiritismo, a AME-CG, o número de pessoas beneficiadas nesse período de pandemia pelas casas espíritas aumentou em decorrência da ampliação da rede de solidariedade com que as instituições contam para ajudar a parcela da sociedade menos favorecida.

Só a AME que é uma instituição a parte que coordena os trabalhos espíritas realizados em Campina Grande e região da Borborema, já arrecadou e distribuiu nos últimos dois meses, cerca de 450 cestas básicas. O trabalho vem sendo feito através da campanha solidária SOS Corona que vem arrecadando e distribuindo as feiras em várias localidades da cidade. Além de famílias carentes, a distribuição também contempla outras instituições religiosas filantrópicas, a exemplo de asilos e casas de acolhimento.

Seguindo os padrões de prevenção recomendados pelos órgãos oficiais de saúde pública, o serviço de entrega é feita por meio de uma empresa de comércio de cestas básicas que se encarrega de preparar e distribuir o alimento nas casas dos assistidos.

As feiras são compostas geralmente por alimentos de necessidade básica tais como feijão, arroz, macarrão, açúcar e, produtos de limpeza. Nas palavras da diretora-presidente da AME-CG, Josineide Medeiros Almeida, “estar recolhido não significa estar isolado, pois é um momento em que precisamos mais do que nunca, estar perto das dores e necessidades dos nossos irmãos sofridos”.