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Um olhar espírita sobre a ansiedade

23 de Janeiro de 2020 às 14h30

A ansiedade nunca foi tão presente em nossas vidas como o é hoje em dia. Às vezes a gente paralisa, outras tantas nos perturbamos, mas sempre sentimos dificuldade em controlar nossos pensamentos. Acontece tanta coisa dentro de nossa mente e no nosso corpo! As causas prováveis são inúmeras, e dentre elas talvez haja o fato de que agora, com a atual ameaça constante, invisível e gritante, estarmos frente a frente com o medo da morte. Mas será que a morte realmente existe?

O Espiritismo vem nos garantir que não, provando que quando o corpo morre, a vida continua, pois somos Espíritos eternos. As lições do Cristo são então resgatadas com mais clareza, aprofundadas e melhor compreendidas junto a doutrina, nos fortalecendo, nos acalmando, nos reerguendo.

No capítulo 06 do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec afirma que todos os sofrimentos “encontram sua consolação na fé no futuro, na confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens”. Mais a frente ele diz que o Espiritismo vem trazer “uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos aqueles que sofrem, dando uma causa justa e um fim útil a todas as dores”.

Dores e sofrimentos sempre existiram, e num mundo de provas e expiação é de se esperar que passemos por provas e expiações – se faz necessário que assim seja para que possamos evoluir. Precisamos destruir em nós o mal para que nossa luz brilhe com mais intensidade.

Quando surge a ansiedade, como um sinal de alerta que há desarmonia interior, insegurança e/ou insatisfação, o melhor caminho a seguir é olhar para dentro de si e perceber o que está despertando essa emoção. Nise da Silveira, no livro “Reconstruindo Emoções”, afirma que é fundamental que tenhamos consciência de nossas emoções para que produzamos “postura positiva, dando sentido e significado de autocontrole à ansiedade que está associada ao medo, raiva, tristeza”. Que possamos então aproveitar esse momento de desaceleração para esse mergulho interior.

Por trás das dores sempre há aprendizado, sempre há crescimento. Nesses momentos, Deus fala aos nossos corações. Não temas. Ele está conosco e acredita em nós, em nossa transformação. Antes de sermos Espíritos puros, temos um longo caminho a trilhar, e temos que acolher nossa sombra para compreendê-la. O desafio para o autoconhecimento é aqui e agora. Se ele chegou é porque já é hora.