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Ansiedade angustiante: a vida em tempos de calamidade pandêmica

18 de Janeiro de 2020 às 21h15

Estamos todos atravessando, sem sombra de dúvidas e nenhum exagero, um dos momentos mais turbulentos, angustiantes e desafiadores da história recente da humanidade. Não bastassem os episódios de catástrofes ambientais sucessivos que vem ocorrendo desde o início deste novo século em toda a parte, inclusive aqui no Brasil, dizimando centenas de milhares de vidas; a crise veemente no cenário político que como temos visto, tem fomentado uma polarização político-ideológica extremamente nociva, gerando um clima de animosidade entre os cidadãos em várias partes do mundo e, de maneira particular na nossa nação, nos deparamos agora com mais um grave episódio que é a rápida propagação do novo coronavírus, o COVID-19, em escala global gerando a mais recente pandemia que assola o mundo inteiro.

E como temos testemunhado, essa pandemia para além de uma ameaça viral epidêmica que se caracteriza como uma doença respiratória aguda e grave e que em alguns casos, pode vir a ser letal, vem provocando não apenas o caos social que aí está instalado, mas também outra ameaça muito preocupante que é o agravamento e aumento considerável de doenças mentais, especialmente o transtorno de ansiedade e a síndrome do pânico, abalando profundamente a alma humana. Algo que, vale dizer, se viu ocorrer com as demais grandes epidemias que se tornaram pandemias surgidas ao longo da história como a disseminação da Tuberculose, o HIV, o H1N1. Não obstante, esse episódio mais recente apresenta um grau de repercussão e tensão ainda maior face o fato de a pandemia ser acompanhada em tempo real, algo até então inédito.

O agravamento do quadro de adoecimento mental, vale dizer, é provocado em grande parte não pela ameaça em si da propagação do vírus, mas sim pela maneira ou pré-disposição mental e condição espiritual dos indivíduos diante do acontecimento, chamando-nos a atenção para a necessidade de uma autovigilância e autocontrole psicoespiritual urgente. Necessário se faz, para além das medidas de prevenção recomendadas pelas entidades competentes, mantermos uma higienização não apenas das mãos mas, também da mente que, como assevera André Luiz, em ‘Evolução em dois mundos’ é a “usina geradora da vontade do espírito e por seu intermédio, o espírito produz uma força inteligente que podemos chamar de “ideia”, a qual ganha forma e direção através do pensamento”.

Portanto, devemos cuidar ao máximo possível desta que, nas palavras de Emannuel, em ‘A alma e ocoração’, “ é a casa do espírito e dela partem as tuas manifestações nos caminhos da vida, e de nossas manifestações nos caminhos da vida depende o nosso cativeiro à sombra ou a nossa libertação para a luz”. Desta maneira, faz-se mister nos mantermos serenos ao máximo possível, cultivando um estado de perseverança e de confiança plena nos desígnios divinos mediante, sobretudo, a avalanche de informações que inundam o globo por toda a parte causando muitas vezes um clima de perturbação e de histeria coletivo.

Não percamos de vista, as sábias considerações advindas desses e de outros abnegados orientadores espirituais e, nesse momento conturbado que atravessamos diante de mais essa ameaça pandêmica, recordemos o que nos orienta André Luiz ao nos afirmar que devemos “Desfazer ideias de temor ante as moléstias contagiosas ou mutilantes, usando a disciplina mental e os recursos da prece”, cientes de que, como muito bem nos alerta esse bem feitor: “A força poderosa do pensamento tanto elabora quanto extingue muitos distúrbios orgânicos e psíquicos.”.

Sendo assim, reforçando ainda mais esse conclame feito pela Espiritualidade Maior que a todo o momento nos dá provas inequívocas de que nunca estamos sós no enfrentamento das calamidades individuais e coletivas, esforcemo-nos em fazer a nossa parte, cuidando de nossa mente e de nossos corações a fim de não sucumbirmos diante de mais um momento de provação que somos todos impelidos a enfrentar como, aliás, nos adverte o inestimável amigo espiritual Bezerra de Menezes que, por meio de mensagem recentemente transmitida através de Divaldo Franco, nos faz o seguinte alerta: “Não vos preocupeis demasiadamente com a presença pandêmica do vírus cujo momento será mais tarde entendido, nas suas razões, nas suas origens, e do por que chegou-nos agora provocando pânico e dor. Vós que conheceis Jesus, mantende o respeito às leis, buscando a precaução recomanda pelas autoridades sanitárias, mas não oculteis a mão socorrista aos padecentes. Não negueis a palavra liberadora aos que se preparam para enfrentar a imortalidade. Buscai a pureza intima e sobretudo, alimentais-vos da fé dinâmica, corajosa e gentil, amando a todos....”. Que Deus nos ampare e nos encoraje a fim de ampararmos uns aos outros, tirando dessa calamidade atual, as lições que certamente são reservadas aqueles que permanecem em sintonia com o Alto.