@espiritaon #divulgandoobem
30/05/2016 às 22h33

Retorno incessante

Isaac Souto

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Nos lauréis do amanhã
Olvidei os meus pecados
Ao saborear uma maçã
Solta dos pés envenenados.

A linha que traço no ar
Separa o que não se parte,
Entende por não mostrar
A água que achei em marte.

Descobrir é perder o rumo,
Não assumo a fuga da rota.
Se tiver que mudar o prumo
O lugar é que menos importa.

Quantas viagens em sinais
Abateram o meu sentido?
Nos retornos nunca iguais
Saio multiplicado e dividido.

A equação vital é peremptória:
Amar e respirar a cada dia.
Sem ar, a morte é provisória,
Sem amor, a vida asfixia.