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24/08/2017 às 08h15

José Reis Chaves: Jesus, Pedro, Tiago e João numa sessão espírita na Bíblia

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Durante séculos, a Igreja Católica e as demais Igrejas Cristãs combateram ferozmente, até meados do século XX, a comunicação com os espíritos desencarnados. A Igreja, inclusive, através da CNBB, até 1950, excomungava as pessoas que frequentassem, durante mais de seis meses, os centros espíritas. E, no finalzinho do século XIX, uma bula do Vaticano conclamava todo o mundo católico a lutar, com todas as armas, contra o espiritismo dizendo que ou a Igreja acabava com ele ou ele acabaria com a Igreja!

Mas a Igreja, pouco depois, notou que a grande maioria dos católicos de cidades grandes e de porte médio frequenta casas espíritas, acontecendo o mesmo, em menor quantidade, com os protestantes e os evangélicos. E ela, aos poucos, de um modo geral, parou de atacar o espiritismo. E como constatamos em nossas palestras e seminários pelo Brasil e Portugal, às vezes, nesses eventos espíritas, há mais pessoas de outras religiões do que mesmo espíritas!

Kardec não é o criador do espiritismo, mas apenas o seu codificador (organizador), pois os fenômenos espíritas existem desde que o mundo é mundo! Kardec era um cientista linguístico católico de tradição familiar, inclusive, quando ainda jovem, casou-se na Igreja Católica. Mas interessou-se pelas pesquisas dos fenômenos espíritas, pesquisas essas que se tornaram uma coqueluche de muitos cientistas contemporâneos dele, em vários países europeus e nos Estados Unidos. E Kardec, pelo seu grande trabalho de experiências e pesquisas na área dos fenômenos mediúnicos, pode-se dizer que é o criador da nova ciência chamada, hoje, de espiritologia. E é, com razão, que “O Livro dos Médiuns”, de Kardec, é tido como o primeiro manual de parapsicologia do mundo.

Não se devem confundir as leis divinas ou naturais bíblicas com as leis mosaicas também bíblicas. As mosaicas são somente uma espécie de constituição do povo judeu feita por Moisés. Já as leis divinas ou naturais são as do Decálogo ou dos Dez Mandamentos, que são também, geralmente, universais, constando, pois, das outras escriturais sagradas e não somente da Bíblia. E os fanáticos pregadores contra o espiritismo, que ainda existem, perderam e perdem seu tempo em ficar doutrinando as pessoas simples que os seguem, dizendo-lhes que o espiritismo é feitiçaria e contra a Bíblia. É que eles misturam as leis mosaicas com as divinas ou naturais. E Moisés proibiu o contato com os espíritos por causa da ignorância dos judeus sobre a mediunidade, na época em que ele os dirigia. Mas defendeu também esse contato (Números 11: 24 a 30), em que ele elogia Heldade e Medade que recebiam espíritos profetizando.

E vejamos um exemplo bíblico em que o próprio Jesus, em companhia dos grandes médiuns Pedro, Tiago e João, fazem uma verdadeira sessão espírita na Transfiguração, pois Elias e Moisés que viveram aqui no nosso planeta, já havia séculos, comunicaram-se com os quatro (Mateus 17: 3). Se isso não for uma sessão espírita, ou seja, uma comunicação com espíritos desencarnados, o que seria, então, o espiritismo? E observe-se que o próprio Moisés veio anular a sua proibição (Deuteronômio capítulo 18) de contato com os espíritos!

PS: Agradecimentos à Câmara Municipal de Belo Horizonte, principalmente ao seu Presidente Vereador Henrique Braga, e ao Vereador Flávio dos Santos, pelo Diploma de Honra ao Mérito ao Sr. Henrique Kemper, Presidente da União Espírita Mineira, e pela Comenda da ‘Medalha de Chico Xavier’ a este colunista de O TEMPO, em 25-7-2017.