09/11/2018 às 10h45

Ação da prece. Transmissão do pensamento

Evangelho Segundo o Espiritismo

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9. A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo
pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por
objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar
por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando
alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediá-
rios, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus.
10. O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a
quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o
nosso pensamento. Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância,Pedi e obtereis
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precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o Espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos,
neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma
impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a
diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do
fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para
um ser qualquer, na Terra ou no Espaço, de encarnado para desencarnado,
ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e
da vontade. É assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida,
qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se
comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações
se estabelecem a distância entre encarnados.
Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem
a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fm materializar a
prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer
ação direta e efetiva. Nem por isso deixa essa ação de estar subordinada à
vontade de Deus, Juiz supremo em todas as coisas, único apto a torná-la
eficaz.