03/07/2015 às 08h15

Viver com Serenidade

Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis

No tumulto, que ruge desenfreado, precata-te na serenidade.
Ante o clamor das mil vozes da anarquia, que engrossa as fileiras da alucinação, mantém-te em serenidade.
Sob as tempestades da dor generalizada ou a coerção de aflições que pressionam, preserva a serenidade.
No meio do vozerio, que reclama e blasfema sob falso fundamento de justiça ou não, vive com serenidade.
Na conjuntura de expectativas malsãs, ante o desalinho que se faz lugar comum, insiste na serenidade.
Porque todos se descontrolem, ameaçando a harmonia geral, não percas a serenidade.
Serenidade em qualquer situação. Serenidade com Deus.
Certamente não é fácil uma atitude pacifista quando se enfrenta a agressão asselvajada.
Sem dúvida é um desafio sustentar o equilíbrio sob o açodar da violência primitiva.
Ninguém nega a dificuldade em permanecer com nobreza em meio às viciações que grassam, dominadores.
Quem, no entanto, conhece Jesus, tem um compromisso com a serenidade de que Ele deu mostras em todos os transes da Sua vida.
A identificação com o Mestre impõe a consciência do discernimento em meio à malversação dos valores que se desatinam, em desconcerto.
A afinidade com o Cristo reveste o indivíduo de fortaleza moral para permanecer no posto fiel da paz.
Ninguém se justifique em face das armadilhas em que tomba.
Ninguém se escuse do esforço que deve envidar, preservando a integridade.
Ninguém procure desculpas para tombar no redemoinho das paixões dissolventes.
Os mecanismos de evasão fazem-se uma atitude cômoda, amolentada, diante das dissonantes composturas morais que se estabelecem na Terra com o beneplácito dos cristãos...
A serenidade em tudo, caracteriza o amadurecimento do Espírito na forja dos testemunhos, disposto, realmente, a atingir o ponto final da sua difícil trajetória.
Só uma decisão finalista e argamassada no desejo honesto de não cair, de não desistir, de não asselvajar-se, leva o homem ao planalto da serenidade, em que o Mestre aguarda todos quantos se candidatam ao Reino.
Considerando a gravidade do momento que se vive no planeta angustiado, a serenidade é uma eficiente medicação de emergência para evitar o contágio dos males que predominam nos corações.
Com ela, todos teremos forças para os cometimentos elevados que a vida nos propõe em forma de testes para o nosso aprimoramento íntimo. E quando esta serenidade parecer desequilibrar-se, busca a oração que imana o homem ao Senhor numa sublime osmose, e absorverás o fluido pacificador que verte do Pai, recompondo-te, para prosseguir.

(Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis. In: Receitas de Paz)