21/06/2018 às 08h50

Quando há luz

Emmanuel / Chico Xavier

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“O amor do Cristo nos constrange.”Paulo (2 Coríntios, 5:14)


Quando Jesus encontra santuário no coração de um homem, modifica­selhe a marcha inteiramente.
Não há mais lugar dentro dele para a adoração improdutiva, para a crença
sem obras, para a fé inoperante.
Algo de indefinível na terrestre linguagem transtorna­lhe o espírito.
Categoriza­o a massa comum por desajustado, entretanto, o aprendiz do
Evangelho, chegando a essa condição, sabe que o Trabalhador Divino como que lhe
ocupa as profundidades do ser.
Renova .se ­lhe toda a conceituação da existência.
O que ontem era prazer, hoje é ídolo quebrado o que representava meta a
atingir, é roteiro errado que ele deixa ao abandono.
Torna­se criatura fácil de contentar, mas muito difícil de agradar.
A voz do Mestre, persuasiva e doce, exorta­o a servir sem descanso.
Converte .se ­lhe a alma num estuário maravilhoso, onde os padecimentos
vão ter, buscando arrimo, e por isso sofre a constante pressão das dores alheias.
A própria vida física afigura .se ­lhe um madeiro, em que o Mestre se
aflige. É­lhe o corpo a cruz viva em que o Senhor se agita crucificado.
O único refúgio em que repousa é o trabalho perseverante no bem geral.
Insatisfeito, embora resignado; firme na fé, não obstante angustiado;
servindo a todos, mas sozinho em si mesmo, segue, estrada afora, impelido por
ocultos e indescritíveis aguilhões...
Esse é o tipo de aprendiz que o amor do Cristo constrange, na feliz
expressão de Paulo. Vergasta­o a luz celeste por dentro até que abandone as zonas
inferiores em definitivo.
Para o mundo, será inadaptado e louco.
Para Jesus, é o vaso das bênçãos.
A flor é uma linda promessa, onde se encontre.
O fruto maduro, porém, é alimento para Hoje.
Felizes daqueles que espalham a esperança, mas bem­aventurados sejam os
seguidores do Cristo que suam e padecem, dia a dia, para que seus irmãos se
reconfortem e se alimentem no Senhor!