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Rosildo Brito

Rosildo Brito é profitente e trabalhador cristão-espírita por crença, jornalista e professor por formação profissional e humanista por essência.

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13/10/2018 às 08h20

A urgência da tolerância

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Vivemos no Brasil, sem sombra de dúvidas, um momento extremamente delicado do ponto de vista social, político mas também moral e espiritual. Os conflitos de ideologias desencadeados a partir dos embates políticos a que os indivíduos em suas mais diversas matizes de pensamentos tem manifestado, nos apontam para um cenário de incertezas e caos caracterizado, sobretudo, pela segregação desses mesmos indivíduos que passaram a criar fronteiras entre si e se alimentarem de emoções e sentimentos danosos à paz íntima e social.

No cerne dessa tempestade humana, está a força devastadora da intolerância, o mais nocivo e bélico de todos os sentimentos humanos, responsável pelo acirramento do ódio que vemos se propagar numa velocidade sem controle e de forma jamais vista na história contemporânea do país. Diante desse quadro de descontrole e acirramento de ânimos em que, até mesmo as doutrinas religiosa não apenas se demonstraram ineficientes como, pior que isso, passaram a fornecer ainda mais combustível para o conflito, não há outra coisa a ser feita que não seja apelar para a força contrária desse sentimento devastador que é a tolerância.

Mais do que nunca somos convocados conscienciosamente a pensarmos e agirmos de acordo com o que nos apregoa esse antídoto para o mal maior que nos abate e que revela-se o valor imprescindível para o equilíbrio de cada ser e consequentemente da sociedade. É inegável que, quando esse valor é desconsiderado, cresce entre nós o sentimento de repugnância, de desrespeito e junto com esses, as inimizades, os revanchismos e o ranço interpessoal como, aliás, temos testemunhado. Portanto, para muito além das orações dos bem intencionados pelo futuro da nação, mais importante ainda é cada um tomar para si, essa consciência e debruçar-se séria e comprometidamente sobre o que nos apregoa a tolerância.

É preciso que seja posto em prática com a máxima urgência, os efeitos desse substantivo que implica no ato de tolerarmo-nos uns aos outros, respeitando as diferenças e mais ainda, desenvolvendo a capacidade de dialogarmos à luz da razão e da condescendência. Quebrando, desta maneira, a rigidez alicerçada na desconsideração frente ao outro, na estreiteza de horizontes, na mediocridade de atitudes e formas de pensamento. Enfim, diante da intolerância, devemos erguer a bandeira da tolerância zero, sem nos esquecermos de que o limite para a tolerância sempre será o intolerável!