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Ricardo Guelfi

Tenho 21 anos e sou 50% Jornalista pela Universidade Anhembi Morumbi. Criativo, sou amante das artes e de tudo que seja fora da caixinha. A minha única certeza na vida é que eu amo e sempre quero Escrever. Espírita de berço, sempre me interessei em estudar a Doutrina Espírita. Hoje sou estagiário da Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior, emissoras da Fundação Espírita André Luiz. Então, prazer, Richard. PS: Siga meu Instagram @umafraseflordelis. Espero você lá! Beijos.

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11/10/2018 às 13h30

Brincando de Ser Deus

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Acho impressionante quando vejo cristãos, sejam eles, espíritas, católicos ou protestantes, querendo brincar de ser Deus. Jesus já havia dito: “perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, mas talvez seja uma das marcas de minhas imperfeições, a revolta e a indignação.  


Cerca de dois mil anos se passaram e ainda não sabem o que estão fazendo, apesar da história ser enfática ao mostrar os erros cometidos pela humanidade. A Terra é uma escola com muitas classes e diferentes graus evolutivos entre espíritos, o que proporciona um clima de discordância tremendo.  


Mas, como a santa inquisição, em nome de Deus, homens e mulheres montaram seu grande tribunal e agora, século XXI, querem decidir nosso futuro, até mesmo a hora de nossa morte.


Assassínios do livre-arbítrio, a Santa Inquisição Brasileira foi instaurada para o capricho de minorias que se divertem brincando de ser Deus. De certo tais seres, que proclamam o nome de Jesus em vão, não conseguiram compreender absolutamente nada do que o Cristo falou.


Quase que um xeque-mate, sinto acuado pelo exército de peões que o frágil rei criou. No Xadrez é assim meus caros, os peões vão sempre primeiro. E um a um, irmãos dentro do mesmo tabuleiro vão se digladiando até que sobre aqueles reis inertes ante o caos instaurado no jogo.


Esses reis esquecem, porém, que após a partida, todos estão mortos e o tabuleiro se encontra vazio. Não há nem sequer um  peão para governar. Todos se foram na batalha.


É neste momento que paro e reflito sobre os ensinamentos de Cristo e da Doutrina dos Espíritos. O Caos faz parte do jogo, assim como a aflição. Talvez um dia causei em outros a aflição que sinto hoje, ou não. Mas pelo menos é no caos que podemos conhecer como as pessoas realmente são e se estão do lado da batalha ou do lado que busca restaurar a paz.


Após eu perguntar se eu poderia morrer nessa batalha, um fiel amigo que disse:


“Não sei, pode até ser que morra, mas sempre haverá vida e outro lado para se existir”


Não podemos nos deixar ser tomados pelo medo daqueles que ressuscitam um Deus punitivo e os tribunais da inquisição. Somos liberdade, somos fé, somos resistência, e principalmente, somos imortais em espírito e pensamento, portanto jamais deixaremos de existir.


Àqueles que forem mortos pela inquisição merecem prece e a certeza que suas ideia vivem, hoje e sempre.


Deixo aqui minhas orações ao mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, o Moa do Katendê. Que os bons espíritos o recebam com a paz e o amor de Jesus e que seu coração esteja livre dos sentimentos de ódio e vingança.