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Márcia Verônica

Natural da cidade de Campina Grande-PB, casada e mãe de Fillipe e Ana Luíza. Analista de Sistema de Computação e Arquiteta e Urbanista, porém se realiza em ser mãe, esposa e amiga. Criadora do grupo Colo de Mãe e coordenadora do projeto Consolando e Abraçando Corações, se identifica com esses grupos que dão apoio as pessoas com dores na alma.

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12/05/2019 às 07h40

dia das mães

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Hoje é dia das mães.

Escolhemos o dia de hoje para homenagear a mulher que teve a coragem de receber em seus braços um ser que veio chamar de filho. Não é difícil constatar essa afirmação, ter coragem, é só verificar o que é ser mãe.

Não fez curso superior nem técnico para receber um ser para orientar.

Não é psicóloga, mas sabe escutar como ninguém e usa técnicas que são aprovadas por vários clientes, “filhos”, as vezes essa aprovação é compulsória.

É motorista, sabe dirigir a vida dos filhos por caminhos que foram asfaltados com uma matéria prima que só ela conhece, o amor incondicional, cozinheira, que poderia ser chamada de “chef de cozinha” para ficar mais chic, mesmo quando não está bem, pede aos seu Superior (DEUS)  para que suas energias não interfiram no alimento, economista, o dinheiro reproduz que parece coelho, ensina várias matérias; matemática, português, geografia, história  por aí vai, podemos considerar uma pedagoga. Enquanto todos dormem, ela a mãe, continua no seu silencio pedindo a outra mãe (Maria de Nazaré) a proteção por aquele filho que dorme em sua cama quentinha ou no seu papelão no chão. É incansável. Sim, sem ter remuneração financeira nenhuma.

Hoje peço proteção para todas as mulheres que receberam como filhos, espíritos ávidos por amor.

Hoje, agradeço por ter recebido espíritos que entenderam que eu precisava da vinda deles para me ajudar a ser uma pessoa melhor.

Apesar de estar na posição hierarquicamente superior à deles, digo sempre, são meus instrutores. Felizes são as mães que aceitam essa troca de conhecimento, pois com isso só facilita o crescimento de ambos os lados.

Sem querer diminuir o afago, o carinho da minha filha, me permitam dizer, me sinto como uma mesa que falta uma perna para se equilibrar, todos os dias procuro o calço mais apropriado para que essa mesa permaneça em pé, linda e forte.

Aceitar, compreender a partida de um filho é possível, mas sempre existirá aquele espaço vazio na mesa, sempre faltará o som da sua risada engraçada, sempre faltará o “valeu veio”, sempre faltará um filho no meu aconchego.

Desculpa para os que não sabem o que é conviver com a falta de um filho, desculpa por hoje eu lembrar com mais intensidade que Fillipe se foi e que amanhã irá fazer 7 anos de sua partida.

 Desculpa pelo tempo (que eu chamo de cavalo de corrida) ser cruel e me forçar a correr e não a caminhar, ele o tempo, tem pressa.

Continuarei sendo mãe de dois filhos, um no mundo espiritual, graças a Deus continua me amando e minha princesa Ana Luíza, não menos amada, aquela que me faz ter vontade de continuar sorrindo e vivendo.

Então, desejo a todas as mães presentes na terra ou em outro plano, não só um grande e feliz dia, mas uma vida cheia de amor e reconhecimento de seus filhos. E que tenhamos Maria de Nazaré nosso modelo de mãe, mas que possamos ser a mãe possível e não a melhor mãe do mundo.

Marcia em 12/05/19