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Gilton Carlos

"Gilton Carlos é da cidade de Tucuruí, estado do Pará. Auxilia no Centro Espírita Allan Kardec, na mesma cidade, realizando palestras, coordenando o estudo do Evangelho, juventude e o grupo de arte espírita. Além disso, tem contribuído na divulgação da doutrina espírita com reflexões, mensagens e estudos no youtube e facebook (Espiritismo e Evangelho).

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01/03/2019 às 10h55

Devo ir ao carnaval?

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Festas existem, em mil manifestações, na humanidade desde os tempos remotos.

Representam, em sua origem, nossa ligação e o destino espiritual onde todos vivem os sorrisos e a plenitude da fraternidade: a felicidade.

Os imperfeitos, na encarnação, têm turvada a percepção da realidade original, a do Espírito. Assim, passa a alma a refletir seus anseios, ligações e intuições, como lembranças da erraticidade, na vida terrena:

A atração pelas belezas eternas da criação divina torna-se culto ao corpo e ao transitório.

O deleite dos Espíritos evoluídos ao se aproximarem de Deus, cumprindo sua vontade e suas leis, cede lugar aos prazeres materiais.

A família espiritual, originada na filiação divina é substituída, essencialmente, pelos laços consanguíneos e o paternalismo despótico.

Deus, o dirigente de toda realização, em bondade, amor e misericórdia passa a ser a força, o poder, o mando.

Em resumo, o material e transitório passa a ser a tônica da vida, suplantando os interesses do Espírito imortal, na eterna realidade.

O carnaval, em suas lamentáveis expressões, é um símbolo da culminância da carne sobre o espiritual.

Originalmente é concebida como o momento para se levar o corpo à exaustão, pelo prazer.

São precisas, portanto, as descrições desta festa do ponto de vista espiritual, citadas por Manoel Philomeno de Miranda, no livro Nas Fronteiras da Loucura: grosseiras vibrações, cenário de sombras e desvarios, maquinações de agentes das trevas, vampirismo, fúria carnavalesca, apelos animalizados, oceano de loucuras generalizadas, terríveis processos obsessivos, dentre outras...

Todas as comemorações são úteis e salutares, em seus apelos divinos.

Porém, lançando mão do livre arbítrio, cada um deve refletir da qualidade de ocupação de seu tempo.

Pois, a partir de agora, a Espiritualidade tem se preocupado em nos trazer mais informações acerca destes festejos momescos, para assim, cada um decidir por sua conduta mais acertadamente, analisando outros aspectos e pontos de vista.

Muitos se perguntam, neste sentido, se o Espírita deve participar do Carnaval.

A resposta não existe pronta em um livro de conduta para adeptos da doutrina

Porém, em se compreendendo nossa natureza, destinação e efeitos de nossas ações e costumes em todo seu alcance, cada um deve encontrar a resposta oferecida pela consciência reta, discernindo os objetivos de sua encarnação.

Em sua origem, esta comemoração se preocupa em propagandear que a carne nada vale. Podemos dizer que a definição guarda certa utilidade e precisão, pois se a carne não tem valor, o Espírito é tudo!