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Frederico Menezes

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco, publicitário e consultor na área de marketing e recursos humanos, vincula-se à Sociedade Espírita Casa do Caminho, em sua cidade natal. De oratória vibrante, é pessoa muito querida no Nordeste.

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24/03/2016 às 03h05

A morte da morte

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Sei que o título parece estranho, mas para os familiarizados com as ideias espíritas, perfeitamente compreensível. Nessa minha longa jornada em contato com as pessoas tenho visto como o problema da imortalidade se insere como fundamental no que tange ao equilíbrio que o ser humano almeja. O medo da morte, aquele que está ancorado no desconhecimento sobre uma vida futura ou fruto da mais profunda insegurança sobre o próprio merecimento alimenta níveis de estresse ou temor que adoece muita gente.

Esmiuçar a morte entendendo-a como portal para a continuação da vida, ou ainda, como palavra para designar uma transição rumo a outras formas de frequência vibratória em que o ser humano passa a existir, me parece ser mais uma das fantásticas contribuições que o espiritismo proporciona à humanidade. A dor em que mergulha quem perde um ente querido, o desespero ou a desesperança que invade a alma abatida pela separação de um filho amado ante as portas da sepultura não pode ser encarado com indiferença. É exatamente essa dor que deve levar estudiosos a resolver a questão da continuidade da consciência após a morte.

Recomendo aos amigos leitores uma passadinha na magnífica obra de Allan Kardec, o Céu e o Inferno, que completa este ano 151 anos de publicação. Desde o primeiro capítulo intitulado “o porvir e o nada”, até as mensagens de espíritos nas mais variadas condições da realidade imortal, temos uma substanciosa aula sobre a perenidade da vida e a presença da Justiça imanente no Universo. Desfilam aos nossos olhos almas que se encontram felizes do outro lado, bem como as que se encontram em quadros perturbadores face ao endurecimento do coração ou como colheita daquilo que fora semeado na Terra. Não faltam os que se enganaram e optaram pelo suicídio e os que se encontram em posição mediana, ou seja, moralmente não são superiores e nem exatamente inferiores.

Investindo no estudo do tema só temos a ganhar, não para ficar sonhando com a vida futura numa atitude alienante, mas para entender que o futuro depende, fundamentalmente, das atitudes presentes. É comum as pessoas indagarem qual seria a sua destinação após a passagem sobre a Terra. Sempre que me fazem esta pergunta respondo com uma colocação geral mas verdadeira: para onde iremos depois daqui, depende do que habitualmente pensamos, fazemos, falamos e sentimos, construindo um campo de energia com determinada natureza, sendo atraído, a partir daí, para ambientes espirituais condizentes com esses valores. É vasto o conhecimento que o espiritismo proporciona nesta área bem como em outros setores de pleno interesse do ser humano.

Essa doutrina filosófica, cientifica e religiosa, sem dúvida, foi capaz, para quem a estuda, de matar a morte.