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Frederico Menezes

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco, publicitário e consultor na área de marketing e recursos humanos, vincula-se à Sociedade Espírita Casa do Caminho, em sua cidade natal. De oratória vibrante, é pessoa muito querida no Nordeste.

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16/12/2016 às 14h30

Magnetismo e Espiritismo

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Diversos fenômenos espíritas encontram no magnetismo uma correlação, uma afinidade e explicações para os mesmos. A própria ação dos espíritos sobre os médiuns implica na utilização dessas forças que ainda estamos longe de entende-la em toda sua dimensão. Não por acaso, muitos dos pioneiros espíritas, a frente Allan Kardec, eram estudiosos e praticantes do magnetismo.

Franz Mesmer, médico, visto como charlatão, no final do século 18 e início do século 19, abriu horizontes vastos para as ciências, tornando- se seus estudos adotados, com o tempo, por vários médicos e reconhecidos pelas academias. Sabemos das dificuldades encontradas pelo hipnotismo, uma variante, digamos da força magnética, nos seus primórdios. Graças ao tempo, a prática hipnótica mostrou-se, não apenas uma realidade, bem como linha auxiliar para inúmeros tratamentos relativos à saúde humana.

A vida que temos na atualidade afasta o ser humano do estudo de sua própria natureza, dessa forma, fazendo com que nos tornemos ignorantes do potencial que dispomos para agir na vida. O de que é capaz de proporcionar a ação magnética sobre nossa saúde e o bem estar da criatura humana, vários livros abordam e temos visto nas casas espíritas seus efeitos reais e benfazejos quando utilizados com estudo, respeito, elevação .

Enquanto a ciência não se dedicar a explorar as dimensões mais sutis do homem não conseguirá entender mais amplamente o fenômeno da vida. Sem se debruçar sobre o invisível mundo energético e os poderes da alma, permanecerão nossas academias tateando no escuro e levantando hipóteses e mais hipóteses, algumas delas aproximando-se da realidade invisível, outras dela distanciando-se.

Das cefaleias a quadros histéricos, dos traumas psicológicos aos problemas físicos insolúveis, o estudo do magnetismo e das forças espirituais oferta sua grandiosa contribuição. Não é uma panaceia que a tudo explica apenas por este viés, no entanto, indiscutivelmente abre comportas e portões fantásticos para que as mentes mais argutas de nossas academias encontrem o devido entendimento de leis da natureza ainda obscuras para a concepção materialista predominante. Os novos tempos clamam poer avanços dessa natureza. A efervescência do conhecimento grita por novos enfoques. Se a ciência se determinar a vencer preconceitos vigentes em algumas de suas mentes mais prestigiadas, afastará a especulação do charlatanismo, que ocupa os espaços vagos deixados pela ausência da pesquisa séria. No próprio meio espiritista ainda não encontramos estudos muito mais profundos em nossas práticas, com raras exceções.

Louvo, portanto, a iniciativa do Jacob Melo, de dedicar tempo e prática a uma abordagem do magnetismo, como fora praxe nos tempos anteriores e imediatamente posteriores à codificação.

Os tempos são propícios para seguirmos o caminho da averiguação. Espiritualidade e forças espirituais; mediunidade e reencarnação, além dos mundos habitados por outras humanidades, são ideias que cada vez mais desafia a inteligência humana e se impõem ao debate. Não se pode ficar indiferente a estes instigantes assuntos que parecem teimar em afirmar para a civilização: não há como se compreender a vida e o que somos sem enveredar pelo universo transcendente à matéria. Aguardemos. E instiguemos o saber humano.