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Arthur Azevedo

Teólogo/Historiador paraibano natural de Campina Grande, vem levando o Evangelho de amor para aqueles humildes e aflitos, mostrando que, "aonde há esperança, não há escuridão".

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26/04/2016 às 21h45

Quanto vale a sua paz? E a dos outros?

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Na última semana estive em um mercadinho, localizado em um bairro de Campina Grande - PB, no qual comprei um produto com valor inferior a R$ 5,00. Retirei da carteira uma cédula de R$ 20,00 para efetuar o pagamento, no mesmo instante observei a senhora que trabalhava no caixa do estabelecimento, uma idosa de olhar triste e disperso com uma voz suave... Ela atendia a cliente a minha frente enquanto eu a observava, em seguida chegou minha vez, entreguei-lhe a cédula e recebi de troco algumas moedas. Ao informar-lhe sobre o engano no troco, explicando-lhe que paguei com R$ 20,00 que inclusive era a única quantia que eu tinha no momento, logo o troco deveria ser pouco mais de R$ 15,00. Porém a senhora afirmava categoricamente e convicta que havia recebido uma cédula de R$ 5,00. Ao perceber que ela seria irredutível, falei que possivelmente eu é que estivesse enganado sobre o valor, sorri para ela e fui embora.

Isso me fez lembrar uma frase clássica do filosofo Friedrich Nietzsche que diz: “A convicção é o inimigo mais perigoso da verdade que a própria mentira.” Quem mente é consciente de tal ato, sabe o que diz, engana se a si mesmo. Todavia o convicto está cego diante da verdade, não quer enxergar a verdade ou simplesmente não consegue, age por um impulso absoluto e o orgulho que lastima sua consciência não o liberta para enxergar a vida com clareza, está sempre fadado ao erro.

À tarde voltei ao estabelecimento, dessa vez fui recebido com certa simpatia e ao chegar ao caixa, comecei a puxar assunto... Curioso pelo fato de uma senhora já idosa estar trabalhando sozinha, questionei-lhe sobre sua família, quando ela revelou-me que havia perdido o seu filho em um acidente de moto e depois de um ano o seu esposo também veio a falecer vitima de um enfarto do miocárdio. Entendi que a tristeza naquela olhar era devido à falta dos familiares e admirei sua força por ainda trabalhar, tentar manter-se firme diante das adversidades da vida que todos nós enfrentamos ou iremos enfrentar. Virei amigo e fã dessa senhora, desse exemplo de garra e logo mais voltarei para comprar mais coisas e conversar mais.

Diante desse fato eu afirmo que não importa quem cometeu o engano, pois, QUANTO VALE A NOSSA PAZ? E A PAZ DOS OUTROS? E UMA AMIZADE? Caso eu tivesse insistido em afirmar que ela estava enganada, talvez eu até tivesse recebido o valor exato do meu troco, mas certamente teria me custado algum aborrecimento, tirado a minha paz e a paz daquela senhora com uma história de vida tão difícil. Nós criamos obstáculos para caminharmos rumo à felicidade, mas nas coisas simples é que somos felizes de fato, deixemos a mesquinhez de lado, apartando nossa mente da materialidade que é apenas um conforto para nosso ego. Jesus nos trouxe um filosofia voltada para nossas inquietudes humanas, segundo (MATEUS 19:13), “foram lhe trazido crianças para que lhes impusesse as mãos e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. Jesus, todavia, disse: “Deixai as crianças e não as impeçais de vir a mim, pois delas é o Reino dos Céus.” Isso por que ser criança é não ligar, não dar importância para coisas fúteis que nos causam tanto mal, ser criança é perdoar instantaneamente, ser feliz todo tempo, brincar e rir com tudo. Jesus nos diz que nós somos o sal da terra, Ora, se o sal se tornar insosso, com o quê salgaremos? Para nada mais serve, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens. (MATEUS 5:11). Somos a luz do mundo, esse é nosso tempero da vida, iluminar as pessoas através do nosso amor, o nosso presente mais valioso e que podemos dar para o outro, é nosso ser, nosso sorriso, nossa paz, compreensão e amor. Imaginemos nossos irmãos na terra como nossa mãe, nosso pai, irmãos, nossa família. Assim deveríamos amar a todos!

Estamos doentes no nosso corpo social, vejo isso constantemente em ocorrências na atividade policial, as pessoas brigam por futilidades, por coisas mundanas. Lembremos de Jesus, o que ele significa para você? O que você significa para ele? O que sua família significa para você e o que seus amigos significam? Quanto vale a sua paz? E a dos outros? Quanto vale uma amizade, um sorriso amigo? Tenho certeza que valemos muito, sejamos bons, meus amigos, esse é nosso maior tesouro, na simplicidade está toda grandeza. Assim mudaremos a nós e ao mundo, assim seremos felizes.
Que a paz do mestre Jesus esteja no coração de todos!