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Arthur Azevedo

Teólogo/Historiador paraibano natural de Campina Grande, vem levando o Evangelho de amor para aqueles humildes e aflitos, mostrando que, "aonde há esperança, não há escuridão".

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17/12/2016 às 15h00

Jesus e a Neurociência Humana!

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Existia em Jerusalém, próximo a porta das ovelhas uma piscina, que no idioma hebraico chamava-se Bethzata, com cinco pórticos, (em arquitetura pórtico é uma estrutura que cobre a entrada de uma estrutura, que pode ser um edifício, palácio ou templo. Neste caso essa estrutura refere-se á um templo santuário pagão). “Sob esses pórticos, deitados pelo chão, numerosos doentes, cegos coxos e paralíticos ficavam esperando o borbulhar da água.” (JÕAO 5:3). Esses povos acreditavam que um anjo tomava banho nestas piscinas e agitava a água, e que o primeiro que entrasse na água, logo depois que a água fosse agitada, ficaria curado.

“Encontrava-se aí um homem, doente havia trinta e oito anos”. (JÕAO 5:6). Um idoso por excelência com o rosto deformado pelo cansaço da vida. Esse senhor, rosto comum da época, miserável, excluído e deprimido, não teria tão somente idade avançada, mas teria um desgaste biológico proporcional à época. É que ele não poderia não ser tão velho assim do prisma cronológico. O envelhecer varia de indivíduo para indivíduo, pois podemos envelhecer biologicamente, socialmente, psicologicamente ou cronologicamente, e essas podem ser diferente entre si, diferente sobre tudo da idade cronológica. A ciência atual percebe que a partir dos 60 anos há um aceleramento nas alterações celulares e moleculares que envolvem radicais livres, diminuição de neurotransmissores, apoptose, mudança proteica, mudanças neuroquímicas que por sua vez alteram a transmissão colinérgica. Desde a vinda ao mundo, o ser humano passa por mudanças, que pode ser desde mudanças comportamentais, no desempenho cognitivo, mudanças físicas ou demências. Todavia, pode apresentar outras não tão visíveis como, por exemplo, alterações neurobiológicas e químicas.

“Jesus vendo-o, deitado e sabendo que já estava assim havia muito tempo. Perguntou lhes: Queres ficar curado?” (JOÃO 5:6). Essa voz suave chega de súbito aos seus ouvidos, o magnetismo do MESTRE Jesus adentra o seu sistema límbico. (O sistema límbico é central no controle das emoções, ou seja, é central nas respostas emocionais. Ele é constituído ainda por quatro formações: amígdala, o hipocampo, regiões do córtex límbico e a área septal. Todas essas estruturas formam ligações entre o sistema límbico e o hipotálamo, tálamo e córtex cerebral).

Neste momento, aquele pobre homem, velho não só pelo tempo cronológico, mas pela fadiga biológica e psicossocial que assolavam aquelas populações mais carentes à época, acelerava assim sua deterioração. Sentia uma suave brisa nevoar em sua parte parental do crânio, região essa conhecida pela enigmática região coronária tão falada nas culturas indianas.

Essa energia era similar aos ventos que sobravam as brisas do belo sol do deserto, com o detalhe de serem ventos com partículas de interação ao nosso campo eletromagnético humano. No contexto temporal presente, o nosso campo magnético da Terra, chamado de magnetosfera, é frequentemente monitorado, pois esse é nosso escudo que protege a vida em nosso planeta dos ventos solares e raios solares, protege-nos ainda dos meteoritos e cometas. Por analogia, podemos afirmar que o campo eletromagnético humano cria-nos uma proteção, que quando mudamos nosso padrão vibracional abrimos margem para atrairmos vibrações boas ou ruins. Todas as células humanas vivas produzem carga elétrica entre 70 e 90 milivolts, desse fato a física afirma que toda carga elétrica em movimento gera campos magnéticos. Por conseguinte, geramos um campo eletromagnético, partimos do menor contexto celular ao todo. Nossas células geram campo electromagnético, o qual esse campo é também uma barreira de proteção, e é assim um defensor de nossas células, permitindo o contato com moléculas ou micro organismo para nos beneficiar ou prejudicar.

Jesus sabia e sabe de muito mais coisas que nós, ELE conhece-nos mentalmente, neuroanatomicamente, neurofisiologicamente e neurocientificamente.

O enfermo responde ao bondoso Rabi, “Senhor, não tenho quem me jogue na piscina, quando a água é agitada; ao chegar, outro já desceu antes de mim”. (JOÃO 5:7). Essa questão é tão atual! Como evoluímos no avançar da história humana, como avançamos no progresso humano material permitido por DEUS, mas por quantas vezes o orgulho e o egoísmo nos arrastam e cegam-nos para maleficência da vida? O discurso do pobre velho ao mesmo tempo em que responde ao bondoso Rabi é também uma súplica. “Senhor cura-me!” Neste momento podemos imaginar o magnetismo do mestre afluir-lhe a mente daquele enfermo.

Os nossos pensamentos interagem com os nos nossos neurônios, essa comunicação elétrica ou bioquímica dos neurônios moldam nossa estrutura neural interferindo na nossa neuroanatomia e neurofisiologia. Esse eletromagnetismo emanado pelo MESTRE adentra nosso sistema nervoso. O nosso sistema nervoso pode ser dividido em Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico (SNP). O sistema Nervoso identifica, interpreta e modula qualquer resposta frente a um estímulo detectado no corpo. Esse homem sentia uma sensação nunca percebida em sua existência. O Seu Sistema Nervoso Central (SNC) - o qual é constituído pelo encéfalo e pela medula espinhal, e o seu encéfalo por sua vez, é constituído pelo cérebro e pelo tronco encefálico, - é tomado por uma energia que fazem vibrar as localidades de substância cinzenta do cérebro correspondentes aos neurônios. Eles vibram produzindo varias sinapses elétricas e químicas lançando neurotransmissores.

Essa fluidez eletromagnética emanada pelo Cristo faz aquele ser sentir sua irradiação em suas menores partículas. As fibras sensitivas (aferentes) conduzem esses estímulos para o Sistema Nervoso Central (SNC), pois neste momento todo o corpo daquele ser é tocado. Esses estímulos ativam o Sistema Nervoso Central fazendo um joguete para as fibras motoras (eferentes), fibras essas que ativam ou estimulam a musculatura.

Disse-lhe assim depois Jesus: “Levanta-te, toma teu leito e anda!” (JOÃO 5:8)

Que não esqueçamos, “Orai e vigiai”, já dizia o bom MESTRE. Da nossa mente vem à felicidade, o prazer, a tristeza melancólica, nossas lamentações. É pelo cérebro que nos tornamos loucos, ou sábios.
 
“Penso, logo... CRIO”.
 
Criamos nossas felicidades!
 
Paz e bem a todos!