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Antonio Carlos Tarquínio

Mestre em filosofia pela PUC-SP e doutor pela mesma instituição. Articulista e comentarista de notícias do Jornal Nova Era na Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior, emissoras da Fundação Espírita André Luiz. Na Rádio Boa Nova é também apresentador e realizador do programa "Pensamento e vida". Possui vários artigos publicados em revistas especializadas em filosofia.

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21/01/2019 às 13h55

Saber viver

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Ainda mais uma vez a questão do aprender a viver.

Quem queira aprender a viver não deve desprezar, em tempo algum, a tarefa de cultivo da paz no próprio coração, e a empreitada não se faz sem o alargamento da compreensão no mundo de nós mesmos.

O tipo de compreensão tem seu início do percebimento da necessidade de separar as coisas que nos foram confiadas, e, portanto, nos pertencem propriamente, das que não estão sob nossa tutela por dependerem de outros.

A esfera sui generis de cuidado é o campo de cultivo chamado alma. “a alma deve ser cultivada como um campo, toda a riqueza futura depende do trabalho atual”,¹ sendo a alma uma parte importante de nosso ser, negligenciá-la não é atitude  sensata.

Há muitos doentes no mundo cujas enfermidades possuem suas raízes etiológicas no esquecimento do ser essencial. Por isso, quando se fala hoje em ensinar nas escolas meditação para as crianças, é preciso entender que a prática não tem nada a ver com imposição de qualquer ideologia religiosa, mas sim com a incorporação de sabedoria milenar do cuidado do ser no caminho da vida com o único propósito de ensinar-lhes a quietude qual via de acesso à paz do coração.

A falta de paz de espírito é a causa principal de muitos dos tormentos que fazem da vida um inferno na Terra. E a conquista da serenidade depende de nosso despertar para o cuidado da alma.

Não se trata de algum segredo.

Não se trata de uma grande revelação.

Não se trata de ganhar dinheiro prometendo a revelação da última novidade em torno da conquista da paz em hotéis de luxo...

Apresentamos simplesmente o caminho antigo. É isso que oferecemos. O único verdadeiro e que depende tão somente de nós.


*Referência: ¹Allan Kardec, Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XI.