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Antonio Carlos Tarquínio

Mestre em filosofia pela PUC-SP e doutor pela mesma instituição. Articulista e comentarista de notícias do Jornal Nova Era na Rádio Boa Nova e TV Mundo Maior, emissoras da Fundação Espírita André Luiz. Na Rádio Boa Nova é também apresentador e realizador do programa "Pensamento e vida". Possui vários artigos publicados em revistas especializadas em filosofia.

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04/08/2018 às 21h05

Admoestação antiga

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Os princípios diretivos de conduta capazes de preservar a calma na alma são extremamente simples.

Todos eles solicitam ao homem que trabalhe forte e decisivamente na aradura do campo íntimo, arrancando até às raízes as ações, os sentimentos, as motivações e as expectativas que tendem a aprofundar o caos do sofrimento em seu caminho, afastando para longe a presença da mansa harmonia tão essencial àqueles que visam o bem viver.

Desde os antigos fala-se no poder curativo das palavras. Não obstante, insistimos em usá-las contra nós próprios, dramatizando vivências passadas ante as quais deveríamos praticar a terapia do esquecimento.

É porque, ao invés de simplificar a viagem terrestre, acabamos por semear dificuldades, projetando no presente e no futuro – através do emprego equivocado da língua -, aborrecimentos e entraves de toda ordem que nem existiriam caso escutássemos os conselhos de Sabedoria que nos cercam a caminhadura, dura caminhada pela vida a fora...

Muitos alertas foram lançados, seja nos tempos antigos, seja na atualidade, acerca da preocupação demasiada com o que os outros estão a pensar de nós.

É por isso que o Emmanuel disse certa vez que “na maioria das vezes. enquanto estamos a pensar o que os outros estão pensando a nosso respeito, os outros estão pensando o que estamos pensando deles”.

O André Luiz do Chico também afirma que “o recurso de quem ignora é esperar pelo reconhecimento alheio”.

A necessidade constante de aprovação de nosso modo de ser é uma espécie de doença capaz de gerar imensa carga de aflição e infelicidade.

Não poucas vezes nos deparamos com o aviso de que a qualidade de nossos pensamentos determina a qualidade de nossa existência. No entanto, gostamos de seguir distraídos por entre a floresta densa de formas-pensamentos de que é composta a matizada atmosfera espiritual do planeta, como estivéssemos de férias passeando na praia.

Tudo isso acontece porque mudar hábitos requer de nós outros empenho perseverante e obstinado de ascensão para a luz. E, por não observarmos estes e outros simples conselhos de sabedoria, terminamos por construir o próprio inferno na Terra.