Poemas & Poesias

Aderaldo Ferreira

Aderaldo Ferreira da Costa nasceu em Campina Grande / PB em 31-08-1958. A busca por respostas que os segmentos religiosos não conseguiam responder satisfatoriamente o levou ao espiritismo e ao estudo dessa doutrina consoladora. Hoje, depois de tantas respostas obtidas, reconhece não está preparado para todas elas. Ainda criança, uma pergunta dentre muitas, às vezes vinha à mente: “Se não fosse filho do meu pai e da minha mãe, tenho certeza que seria outra pessoa; mas quem eu seria? Temos um longo caminho a percorrer antes de muitas respostas, mas, certamente nesse caminho haveremos de exercitar as leis imutáveis de Deus a exemplo da lei do progresso, do trabalho, do amor.” Na atividade profissional é hoje economiário aposentado e arquiteto, considerando-se aprendiz das artes plásticas e da fotografia, aventurando-se ainda, expressar sentimentos que lhe dizem respeito ou não, através da poesia. “Agradeço dessa forma a oportunidade de expor aqui algumas delas.”

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28/02/2018 às 23h00

Eu Existo Sim

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Talvez te roube os sentidos

Perceberás outro mundo

Não ouvirás os gemidos

Meus atos serão temidos

Agindo a cada segundo

 

Talvez eu traga uma taça

Contendo um pouco de dor

Mas saiba que logo passa

Qual neblina ou fumaça

Com a sua própria cor

 

Talvez te leve com calma

Na palma da minha mão

Se hoje te vejo alma

Sairás sem esse trauma

Do corpo que foi prisão

 

Negar a minha existência

É também negar a vida

Efeitos da Providência

Sentirás tal sonolência

Na chegada e na partida

 

Teu sono deve dizer

Ensaios de cada dia

Só pensar te faz sofrer

Ponho medo em teu viver

Percebo tua agonia

 

Talvez o tempo não passe

Tu não passarás do tempo

Talvez você me abrace

Outra cor em tua face

E verás meu passatempo

 

Eu existo, existo sim

E me verás bem de perto

Verás que não sou o fim

E Deus ordenando a mim

Voltarás a teu deserto

 

Talvez entendas errado

A divisa onde estou

Te levarei com cuidado

Há vida do outro lado

Onde trabalhar não vou


 Talvez tu ouças falar

Que tenho muito poder

Engano de quem pensar

Teu corpo posso matar

O espírito não vai morrer

 

Talvez te chegue a sorrir

Sou apenas o transporte

Talvez não queiras partir

Comigo terás que vir

Não temas eu sou a morte.